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Reunião em Paris discutiu formas de conter emissões de CO2 por desmatamento
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Atualizado em 15/03/2010 17:12
Reunião em Paris discutiu formas de conter emissões de CO2 por desmatamento
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Ministros e representantes de mais de 60 países participaram, em Paris, do Encontro de Florestas, evento que ocorre três meses após a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), realizada em Copenhague. O encontro, que buscou dar novo fôlego às discussões iniciadas na Dinamarca, foi realizado na última quinta-feira (11/3), e serviu para a discussão de estratégias de combate ao desmatamento como forma de conter as emissões de gases-estufa.

Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou do encontro, a reunião "marcou uma mudança no pessimismo e ceticismo originados pelo fracasso da cúpula de Copenhague". Segundo ele, é preciso "mais consenso e respostas imediatas" para que a cúpula das Nações Unidas sobre o clima, marcada para o fim do ano, em Cancun (México), não obtenha o mesmo resultado que a de Copenhague.

Em Paris, os participantes debateram a implementação de mecanismos de redução de emissões de CO2 por desmatamento, que possam começar a ser utilizados ainda neste ano de 2010. De acordo com Minc, a ideia é que o REDD+ (nome dado a iniciativas que visam reduzir as emissões de gases-estufa por desmatamento e degradação) possa vigorar mesmo na ausência de um acordo internacional sobre clima. O REDD+ é um dos itens mais avançados nas negociações internacionais sobre clima.

"A reunião buscou organizar um pouco a questão de financiamento e de resultados provenientes de REDD+, porque existe uma série de iniciativas acontecendo tanto em países interessados em colaborar com doações quanto em países interessados em receber ajuda, mas não há nenhuma coordenação, e isso faz com que haja uma dispersão de recursos e projetos", disse a secretária de Mudanças Climáticas do MMA, Suzana Kahn, que também participou da reunião na capital francesa.

Segundo Suzana, os países participantes do encontro em Paris decidiram criar um fórum de informação, para que as iniciativas em andamento possam ser mais facilmente acompanhadas. "Não se trata de criar um novo fundo ou uma nova burocracia, mas algo melhor estruturado, em que se saiba o que está circulando em termos de recursos e de troca de experiências", explicou.

RESPOSTAS

Carlos Minc ressaltou que os países devem buscar "mais consenso e respostas imediatas" para problemas como o desmatamento, no qual o Brasil desempenha um papel de protagonista, já que abriga em seu território boa parte da floresta amazônica. O ministro disse, ainda, que os países devem começar a trabalhar em aspectos como a gestão dos recursos, para não ir a Cancun somente com teorias a respeito, e "para que o México possa superar os problemas encontrados em Copenhague".

O ministro deu as declarações em uma entrevista coletiva realizada em conjunto com o ministro de Ecologia da França, Jean-Louis Borloo. Para o ministro francês, apesar de o desmatamento ser um tema que não está na agenda internacional, é absolutamente vital. Borloo pediu resultados concretos e disse esperar "decisões operativas" a partir do Encontro de Florestas.

Além do ministro Carlos Minc e da secretária Suzana Kahn, a comitiva brasileira em Paris inclui o consultor do MMA, Tasso Azevedo, e a diretora do Serviço Florestal Brasileiro, Thais Linhares Juvenal.

Fonte: Secom
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